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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Afinal tenho outra família!!

Vamos lá começar pelo princípio, que é por onde devem começar todas as estórias.
Depois de experimentar tudo, posso dizer que nem luz pulsada, laser de diodo e outras coisas mais, em mim - atenção- em mim, nada funcionou.
O único que teve excelentes resultados foi o laser Alexandrite. A questão é que é bem mais caro. No fundo é capaz de compensar. Por exemplo, fiz manutenção vai fazer um ano em Setembro. Neste momento as axilas já precisavam de um retoque e confesso que não é fácil pagar pelo retoque - 3 pelinhos - o que pagaria pela selva inteira.
Para além disso, nas pernas experimentei algumas sessões de luz pulsada e foi igual a nada.
Então resolvi voltar para a boa e "velha" máquina depiladora.
Já tinha uma, mas queria ver as novidades do mercado. Ver, não necessariamente comprar. Está bem abelha.
Eu não fazia ideia que este mundo, a par com as luzes pulsadas e os lasers tinha evoluído imenso.
Do ver a trazer para casa foi um pulinho.
Comprei a depiladora Skin Respect- wet&dry premium care Skin respectivo da Rowenta. Está depiladora tem tanta coisa nova que nem sei por onde começar! Para   mim o fundamental é que tem pequenos apetrechos, que se põem e tiram, para zonas específicas. Para mim poder fazer nas virilhas ou nas axilas de uma forma correcta e cuidada é definitivamente um Sim! Mas não é só isso, também dá para exfoliar e, máximo dos máximos, tem 2 apetrechos para pedicure.
Dizem que resulta em pelos mais curtos, em zonas mais curvadas e com resultados rápidos e de longa duração.

Vim bastante satisfeita para casa e muito eu me ri quando se fez luz aqui dentro. Não só a depiladora mais antiga que tinha era Rowenta, mas também o secador de cabelo é Rowenta. Agora tenho toda uma família a morar comigo!

Já conheciam? É tentador, não é?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O que é que vai estar a bombar no tempo dos nossos netos?

O meu filho aos 12 teve o sonho de ser um grande youtuber. Nunca incentivei porque tudo o que via era ridículo. Então ele resolveu criar um canal. E eu nem sabia se chorava ou ria quando vi um dos vídeos dele. Não parecia o meu Manel a falar. Não se atraveu muito com palavrões porque sabia que ia ver, mas era só "topas", "meus", "cenas". Parecia que tinha entrado para um gang de rua!! Ainda por cima tive de ser mais firme e realista quando me pediu para o promover na minha página 4D.
Ele acabou por perceber que muito poucos é que fazem daquilo vida e ganham milhões. Nessa altura pensei: caramba, acabei por desfazer o sonho do meu filho. Mas uma mãe serve mesmo para isso: às vezes polícia bom e outras vezes polícia mau.
Eventualmente perdeu o interesse no canal, quando percebeu que era mesmo difícil ter visualizações, quanto mais seguidores. Mas o bichinho está lá e vê constantemente, agora aos 13.
E há pouco tempo pensei que estávamos muito preocupados com o Facebook, mas  o futuro vai ser mais parecido com o youtube. Já está a ser. Não basta escrever. Isso vai-se tornar obsoleto e vão ser o fim dos blogs. Tirar fotos tambem não é suficiente e por isso criaram-se as instastories, para ser mais dinâmico. E já existem as vbloggers. Blogger que se preze já não escreve. Fala na sua página do YouTube. As palavras vão tender a desaparecer e eu muito preocupada com o acordo ortográfico. Com tudo isto, conseguem imaginar como vai ser no tempo dos nossos netos? Quem se atreve a adivinhar?
Eu, eu vou aproveitar a inspiração chegar e vou usar as minhas palavras no meu blog, enquanto ainda há quem  escreva e ainda há quem leia!!
Beijinhos

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

As séries são como anjos da guarda

Uma coisa boa que a guarda alternada me trouxe foram as séries.
Para quem está de fora é tudo muito fácil. E até os meus pais para me animarem puseram as coisas nesses termos. Não tinha os meus filhos, não tomava conta dos filhos de um parceiro divorciado ou viúvo...então tinha que relaxar e aproveitar o que a vida me estava a dar. Eu que não gosto de limões, achava que ela só podia estar a gozar com a minha cara, porque arranjou forma de me dar os limões mais amargos que existiam. Nem com todo o açúcar do pacote aquilo lá ia - depois admiram-se que tenha engordado.
Aquelas semanas eram agonizantes. Aliás, era tudo agonizante porque logo que estava com eles, bastava passar meia hora, já tinha de me estar a chatear porque eles não queriam ir para a cama, era tardíssimo e o dia seguinte era dia de escola.
Na semana em que estava sozinha vivia miserável pelo silêncio, pela falta deles, pela falta de notícias. Na semana em que estava com eles fazia muitas vezes de polícia má, para além de que parecia que tinha sido arrancada de um retiro de cantos gregorianos para uma festa de transe.
E pensei em mil coisas para fazer enquanto estava sozinha: vai ao cabeleireiro, vai arranjar as unhas...dizia-me uma amiga, mas não me fazia sentido. E não se passam horas nisso. Vai-se uma vez e pronto. Acho, que me desculpem, que essas sugestões servem na perfeição para quem precisava mesmo de estar sem os filhos durante umas horas.
No meu ideal, a divisão devia ser a meio da semana. Não sei. Parece que não custaria tanto.
Espero conseguir voltar ao ginásio e que não seja apenas uma promessa vã, mas as minhas tentativas foram quase ridículas. Ia um dia, não ia outro; ia mais um e depois duas semanas sem ir. A motivação estava a perder-se e eu não conseguia trazer de volta.
Pensei em ser professora e aluna ao mesmo tempo, em sítios diferentes. Mas era um semestre inteiro e não podia ir às aulas, à noite, quando eles estavam comigo.
Confesso que me vim um bocadinho abaixo. Era tão mais fácil ajudar os outros a reagirem, do que nós próprios reagirmos.
A cabeça passou horas a vaguear e a não fazer​ nada de concreto.
Cada uma acaba por achar o seu caminho. Que não é, mesmo, igual para todos. O blog ajudou muito, mas, embora pareça brincadeira é algo série, tenho que prestar homenagem às séries da Netflix. A minha grande companhia.
Um dia destes faço-vos uma lista se quiserem, mas eu só precisei de escrever no Google "melhores séries da Netflix" que as sugestões não tardaram a aparecer.

Peguei numa que nunca tinha ouvido falar, mas que tinha duas coisas a seu favor: estava no top 5 e era enorme - ia de 2011 a 2017.

Já foram tantas. Mas quero agradecer à Sense 8, Stanger Things, Narcos, 13 reasons why, Orange os the New Black, Girls, Love,  This is US, que me fez chorar e rir com tanto gosto e é só uma das melhores séries de sempre. é só para nomear algumas.
A tal última foi Suits. E acabei a série a querer beijar Harvey, ser como a Donna, abraçar e bater no Louis e o mesmo com o Mickey. Foram a companhia perfeita. Obrigada.

Agora ainda tenho a Anne with an E e handmaid's tale.

Quando gostamos de uma série entramos no enredo, identificamo-nos com personagens, odiamos outras e dificilmente nos sentimos sozinhos.
Não digo para se isolarem do mundo, longe disso. Mas estas séries foram a minha terapia, o meu apoio. Só posso sorrir e dizer " verdadeiros anjos sem asas".

segunda-feira, 31 de julho de 2017

12 anos já??




Não falo muito de mim. Nem sei a imagem que passo. Os últimos 2 anos têm sido de altos e baixos.
Já não faço feirinhas, não tenho pretensões de ser uma fashion Blogger e o que sei é que gosto de escrever, gosto de comunicar e tenho feito um percurso de me conhecer melhor.
No meio disto tudo, eu que falo tão pouco de mim, eu que não mostro tendências, sinto uma profunda gratidão e respeito por quem me segue e pelas marcas que continuaram a ver potencial em mim e me continuam a procurar.
Tenho uma mágoa que tenho trabalhado para passar e que não tem sido fácil de ultrapassar. Ao início trabalhei duro para que o blog crescesse. O blog que fez há 5 dias 12 anos e antes de haver espaços destes como cogumelos, em que até se era olhada de lado por ter um blog - mas o que é isso? É para se mostrar? Mas agora tem a mania que é escritora ou que tem estilo? Foram tempos difíceis. Quem não os viveu não percebe, agora que qualquer pessoa, seja um perfeito desconhecido, seja uma figura pública tem um blog. E onde há um nicho grande consegue viver ou quase viver disto.
Eu sou do tempo em que as marcas não percebiam que isto era trabalho e que, por mais que gostássemos do produto que estávamos a divulgar, tinha de haver um pagamento ou uma troca. Isto era valorizar o que fazíamos. E como era novidade para todos, não as grandes marcas, que sempre perceberam o potencial da coisa, mas as pequenas marcas também tiveram dificuldade em aceitar. Então agora faz um passatempo e pede um produto em troca? E foi engraçado, porque na minha cabeça sempre pedi o que é justo. Muitas vezes era eu que abordava as marcas - infelizmente não havia cá intermediários - e propunha: olhe, acho imensa piada à sua página, acho que isto ou aquilo tem imenso potencial, por isso proponho divulgar e em troca quero um para mim. Sempre fui Clara, sem fazer jogos, honestos, justa. Mas começou a correr o boato que eu era uma pedinchona. Quando soube doeu muito, achei tão injusto. Mas a vida é assim. Continuei a trabalhar, a fazer o que achava certo. Até que as grandes marcas apareceram e era tão claro, tão simples. Tão correcto.
Enfim, um percurso dificil, duro, sofrido, mas que eu me orgulho!
Afinal foram 12 anos. Como não fazer parte da minha identidade?
Portanto, celebremos os 12 anos, com o que de bom e mau trouxe.
Esta foto é especial. É uma foto de alegria, brincadeira e alma em paz.
Não é um sítio in, mas foi onde me senti mais bem recebida, mais acarinhada no último ano.
Por isso amigo Carlos, obrigada pela tua amizade. Amigos como tu há poucos.





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