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sábado, 31 de março de 2018

Antes que Março acabe, uma festa de anos muito especial



Têm todos de me desculpar, mas ando um bocadinho cansada e até chateada com o mundo virtual. Cansada porque me consome muita energia e chateada devido a todas as notícias que têm surgido de "fuga" de informações pessoais.

Passei o mês de Março doente, no meio de depressões, temporais e ventanias bravas.

Comentei imensas vezes com o Vicente que ia ter uma festa de anos espectacular e quanto mais a data se aproximava, menos energia sentia. Mas promessa é promessa e estava num beco sem saída.

Muito a custo marquei a festa e em menos de nada trataram de tudo: horas, convites, lanche, bolo, brincadeiras... enfim, foram uns anjos esta equipa da Feijão Verde. Praticamente foi só aparecer e até São Pedro foi amigo, não sei o que lhe deu, porque no telemóvel dava chuva e mais chuva, mas não chegou a chover e deu para aproveitar a parte interior e exterior do Fun Park. E que giro que é. E se as coisas correm bem só temos de falar sobre elas e fazer a melhor publicidade possível. Não podíamos estar mais felizes. e para quem não conhece, o Feijão Verde não existe só em Coimbra. Espreitem na página (o link vai estar no fim do post).

Vou encher-vos de fotos, desculpem, e mesmo assim tive de cortar IMENSAS. Não porque a qualidade da fotógrafa fosse exímia, mas porque tudo tinha imensa piada - os monitores até conseguiram planear um jogo para os meus filhos mais velhos entrarem.


E no fim deixo-vos os dois presentes da mãe para o filho. Toda a gente adorou e ele ainda mais!




























Presente giro giro  do Atelier 18. What else? :)




Disse que foi a prenda que mais gostou de receber. Pudera! Um livro do Benfica todo dedicado a ele (personalizado).

Festa maravilhosa e presentes únicos que tornaram o dia ainda mais especial.

Espero que tenham gostado!



https://www.facebook.com/feijaoverdediversao/

https://www.facebook.com/Atelier18.impressao/

https://www.facebook.com/yourstorypt/

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Uma mudança de look, algum mau feiito e muito rocknroll



A ideia foi minha. E eles concretizaram. Uma t-shirt com uma tatuagem impressa. Basicamente é isto. Com o meu mau feitio e o Rocknroll a sobressair.
Ele desenhou como se me estivesse a escrever na pele. O Alexandre é dos melhores tatuadores do mundo - atenção que já fui tatuada em Londres, em Nova Iorque, em Las Vegas e em Buenos Aires. E com o tempo tão ocupado ainda conseguiu entrar nesta brincadeira comigo.
Ele ainda me disse: olha que sou tatuador, não sou designer. E ficou p.e.r.f.e.i.t.a.
Para isso tive depois de recorrer aos melhores. Casal maravilha, super simpático e super capaz.
Obrigada studio22 tattoo e obrigada Atelier18 .
Vocês sabem fazer uma rapariga feliz.


Obrigada ainda à Ana Pastoria, por mil conversas e algumas fotos e também à Corinne, que muda-me o look há já duas décadas.

https://www.facebook.com/AnaPastoria/
Cabeleireiros HD&GS by Corinne Vieira














quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O livro do Likke. Obrigada Zero a Oito Editora


Agradecer torna as pessoas mais felizes e por isso começo por agradecer à Editora Zero a Oito o simpático envio deste livro,até porque é um tema que me interessa muito. Cada vez mais a psicologia está virada para a parte mais positiva do ser humano, das competências, das resiliências e, nesse sentido, olharmos para a felicidade e pensarmos naquilo que nos faz feliz é essencial. São as terapias da chamada terceira geração.
Embora agora esteja acesa a polémica à volta da Supernanny e de como os pais portugueses não sabem educar, andam cansados, frustrados, sobrecarregados e a precisar de ajuda especializada, segundo Mark Wiking, Portugal é um dos países cujos pais são dos mais felizes do mundo.

Segundo o autor, Portugal, Espanha, Suécia são alguns dos países em que as pessoas com filhos são mais felizes do que as pessoas sem filhos (ele não chega a estes dados do nada. Criou um centro de investigação da felicidade, para estudar exactamente estas questões). Completamente ao contrário dos USA e dos UK, onde os mais felizes são os que não são pais.

De facto, é muito bom, numa altura em que as famílias portuguesas estão a ser retratadas de uma forma muito negativa, percebermos que mesmo que não haja tantos apoios especializados quanto os necessários, há apoio da família extensa, há apoio de avós. A ser verdade é uma verdadeira bênção.

Cada país tem as suas características, a sua forma de viver e experienciar a felicidade e nós podemos retirar dicas preciosas, entender e assimilar certas diferenças culturais, que começam a fazer cada vez menos sentido estarem espartilhadas e fraccionadas, num mundo cada vez mais global. Quem sabe se o nosso caminho para a felicidade não passará pela estimulação cognitiva, como no Butão?

O livro é muito interessante porque, para além de nos pôr a pensar, impele-nos a agir, quando nos dá dicas, inspirações, nos faz reflectir sobre o que é ser feliz e o que podemos fazer para sermos felizes.

Para isso, é fundamental, por exemplo, darmo-nos mais aos outros, doarmos algum do nosso tempo a quem mais precisa, abrirmos as nossas redes e deixarmos entrar pessoas novas, relacionarmo-nos uns com os outros, aprendendo mais sobre eles e até sobre nós, através dos outros. Dar valor às pequenas coisas, meditar, aprender a utilizar o processo de mindfulness para vivermos mais o presente, são outros segredos para a felicidade.

Obviamente que mesmo quem estuda a felicidade avisa: todos passamos por momentos infelizes, ou menos felizes, vá. A diferença é que as pessoas felizes se centram menos, vivem menos obcecadas com estes momentos menos positivos, percebendo que são apenas momentos e que vão passar, e retirando deles ensinamentos válidos, ao mesmo tempo que procuram olhar mais para o bright side of life.

Vale a pena experimentar?




quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O Pedro e eu

Eu gosto de fotografias. Ponto. De estar atrás ou à frente da câmara. De imortalizar momentos, de deixar memórias.
A minha casa é cheia de fotos. Lembranças onde se tentou congelar o tempo. E conseguiu.
Há quem diga que as memórias melhores estão cá dentro. Talvez. Mas para mim as fotos têm uma força incrível. E há fotos que me emocionam sempre que olho para elas. Não naquele sentido nostálgico "ó tempo volta para trás" - se bem que estou convencida, mesmo que digam o contrário, que ninguém nunca não pensou nisso, nem que fosse apenas uma vez na vida.
Quando olho para aquelas fotografias, o gatilho dispara e é uma alavanca para virem ao de cima sons, sabores, cheiros, trejeitos, experiências, vivências.
E não me incomoda muito que estejamos todos mais bonitos, mais arranjados, com fatos domingueiros e sorrisos sonhadores. Não espelha a realidade? Claro que sim. I've been there. I done that.
Até porque mesmo sem fotografias temos a tendência a efectuar amnésias seletivas. Há quem recorde insistentemente as memórias más. Talvez por isso ainda não impederni. Porque depois de resolver os fantasmas cá dentro, sou pouco de guardar rancores. Também isso não signifique que perdoe. Significa que talvez para não me magoar tanto, escolho inconscientemente as memórias com que quero ficar. E são quase quase sempre as boas.
Por isso amo olhar para uma foto minha aos 19 anos, aos 30, aos 35 e aos 40 e ver caras felizes. Nunca achei isso uma hipocrisia, mas um acto de ternura e até de resiliência. Por mais momentos maus que tenha passado, tenho aqueles bons que estão guardados, não só na minha cabeça e coração, mas também nas paredes da sala ou do meu quarto.
Que maravilhoso será chegar aos 80 e ter comigo uma prova de como era gira e despreocupada aos 18 ou aos 20. De como os meus filhos eram aos 2, aos 6, aos 10, aos 16.
Gosto de casas com vida. Não me peçam para ser minimalista.

Por isso aconselho tanto que façam pelo menos uma vez na vida uma sessão fotográfica em família e sozinhas/sozinhos. Não acho nada que seja vaidade. E é um dos investimentos que vale mais a pena.
A primeira vez que fui fotografada por um fotógrafo de moda tinha 19 anos, acho eu. Tão longe ainda estava em saber que a fotografia faria de alguma forma parte da minha vida.
Um dia destes tentei contar o número de fotógrafos com que já trabalhei. Por ter um blog, por organizar mercaditos, foi-se proporcionando.
E já tenho feitos lindos para recordar. A primeira sessão em família, a primeira sessão pós separação e a última, que como já comentei convosco, surgiu como grito, como força, como forma de mostrar que era preciso dar a volta por cima.
Já fui fotografada pelos mais experientes e por quem está a começar. Já fui a Lisboa só para ser fotografada, já vieram ter comigo a Coimbra e a Évora, só para me fotografar. O que eu já vivi, as coisas pelas quais passei davam para escrever um livro. Por isso quando estou em baixo esforço-me por agradecer tantas coisas boas que a vida me deu.

E não podia acabar o post sem falar no Pedro. Sem melindrar ninguém, o Pedro foi uma das melhores surpresas que a vida decidiu entregar-me.
O Pedro de Oliveira é um jovem fotógrafo da Figueira, a minha cidade do coração, com um talento excepcional.
Eu já nem falo do resultado final. De todos os fotógrafos com quem já trabalhei o Pedro tem o dom raro de saber dirigir. Tal como os actores precisam de direcção, os "modelos" também. Geralmente diziam-me "comporte-se naturalmente Sofia, faça o que quiser" e passava metade do tempo sem saber o que fazer. Se olhava para baixo, para cima, como sorria, quando escolher e como escolher um perfil, como pôr as mãos.
Foi uma experiência divertidíssima, única, em que exagerámos em algumas poses para dar um ar editorial, de revista. Íamos à descoberta e íamos ver no que dava. 
A frase que mais recordo do Pedro, com todo o respeito, foi a frase "ombros para fora, peito para cima"!!!!! (ou seria ao contrário????)

Amei Pedro. A tua entrega, a tua paciência, o nosso à vontade, a nossa empatia.
Deixo aqui a foto que já viram e já gostaram. Aos poucos vou colocando mais uma, duas, três ou quatro - e vou ser comedida porque a minha vontade era postá-las todas. Chamem-lhe orgulho, chamem-lhe vaidade. Ou chamo amor ao que sinto quando mostro novas promessas, novos autores, novos artistas e artesãos. Chamo-lhe felicidade.





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